Espaço Itaú de Cinema exibe "Festejo Muito Pessoal"



06 de Setembro de 2017


Curta que comemora o 100º de Paulo Emilio Salles Gomes.



Entre os dias 07 a 13 de setembro, quinta a quarta-feira, será exibido diariamente o curta "Festejo Muito Pessoal", de Carlos Adriano, antes da sessão do filme Como Nossos Pais, de Laís Bodanzky, nas cidades de São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília, Curitiba, Porto Alegre e Salvador.

O curta "Festejo Muito Pessoal" tem como ponto de partida um artigo de mesmo nome, escrito em 1977 pelo crítico e professor Paulo Emilio Salles Gomes, e publicado postumamente. A montagem com trechos de filmes (citados no artigo e outros evocados por associações temáticas e conceituais) obedece a uma estrutura não-narrativa e musical, em que imagens e sons são articulados segundo correspondências e rimas de formas e motivos, sugerindo ideias e sensações, compondo uma imagem do esquecimento e da memória.

Prêmios
É Tudo Verdade - 22º Festival Internacional de Documentários
– Menção Honrosa Melhor Documentário de Curta Metragem da Competição
Brasileira: Júri Oficial
– Prêmio Abraccine (Associação Brasileira de Críticos de Cinema): Melhor Documentário de Curta Metragem da Competição Brasileira
27º Cine Ceará – Festival Ibero-americano de Cinema (Fortaleza)
Melhor Filme

Sobre Paulo Emilio Salles Gomes

Paulo Emílio Salles Gomes completaria 100 anos no dia 17 de dezembro deste ano.
Historiador, escritor, crítico de cinema e militante político, ele marcou tanto a história do cinema como a da política brasileira.
Provocador, Paulo Emílio era conhecido por seu apoio declarado ao comunismo e chegou a ser preso durante o primeiro governo de Getúlio Vargas.
Fugiu para Paris,na França, onde começou a se interessar efetivamente por cinema. Identificava-se com os ideais modernistas – foi uma espécie de discípulo de Oswald de Andrade – e, como professor na Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo (ECA/USP), fazia questão de defender o cinema nacional.
Com seus escritos, influenciou aqueles que produziam cinema na época: a geração do cinema novo. Deixou ainda, como um de seus vários legados, a Cinemateca Brasileira
(em São Paulo/SP), participando de seu processo de criação.

Sobre Carlos Adriano

Carlos Adriano é cineasta, doutor em cinema pela USP, pós-doutor em artes pela PUC-SP, com pós-doutorado em cinema na USP. Seus filmes já participaram de
numerosas retrospectivas e foram exibidos no Museu de Arte Moderna de Nova York, e festivais da Europa, no Canadá e América Latina. Dirigiu mais de 10 filmes .